Os fundamentos do nosso projeto pedagógico

Os fundamentos do nosso projeto pedagógico

Os fundamentos do nosso projeto pedagógico

Os fundamentos do nosso projeto pedagógico – O Projeto Pedagógico do Instituto Pedagógico Valéria Marinho assenta-se em cinco pilares:

a)            Epistemológico: Construtivismo sociointeracionista;

b)            Pedagógico: Autonomia como princípio, meio e fim da ação pedagógica;

c)            Ideológico: Reconhecimento da singularidade de cada ser humano e valorização da diversidade;

d)            Filosófico: Ética na prática cotidiana;

e)            Político: Vivência da democracia.

Os fundamentos do nosso projeto pedagógico
Os fundamentos do nosso projeto pedagógico

Os fundamentos do projeto pedagógico do Instituto Pedagógico Valéria Marinho

a)            Abraçamos a epistemologia construtivista formulada por Jean Piaget, incorporando contribuições de Vigotsky, Emília Ferreriro, entre outros, o que nos leva a entender que cada pessoa é sujeito e autor do seu próprio conhecimento. Segundo essa concepção, cada indivíduo interpreta o real à sua maneira, constituindo um modo próprio de compreender o mundo. Essa construção, no entanto, não é solitária: faz-se no convívio social, na interação do sujeito com objetos, outros indivíduos e as diversas produções culturais. Desenvolvimento cognitivo diz respeito, portanto, à evolução global do indivíduo, não apenas crescimento intelectual.

Piaget entende que a busca de adaptação ao meio é uma tendência natural de todos os seres vivos, e a evolução da inteligência humana é um aspecto do seu processo de adaptação: ao conseguir dar respostas cada vez mais adequadas a novas exigências impostas pela realidade é que a pessoa se desenvolve, que aprende. Desde o nascimento, o sujeito organiza os estímulos que recebe do meio construindo estruturas mentais – também chamadas de esquemas cognitivos – que o levarão a uma capacidade cada vez maior e mais sofisticada de compreender e responder às diversas demandas da realidade. São essas estruturas que, projetadas sobre os estímulos que chegam ao sujeito, dão sentido àquilo com o que ele se defronta e lhe permitem produzir respostas adequadas. Esse processo é denominado “assimilação”, motivo pelo qual essas estruturas cognitivas são também chamadas “esquemas de assimilação”.

O que seria então uma escola “construtivista”? Uma instituição que se estrutura de forma a potencializar a ocorrência de processos de construção de conhecimento pelos alunos. Se também incorpora as proposições de Vigotsky, valorizando as relações e o ambiente como motores do processo educativo e levando em conta que a possibilidade de aprendizagem de um sujeito é delimitada pelo espaço entre aquilo que ele já domina e aquilo que ele consegue alcançar com a ajuda de outro (zona de desenvolvimento proximal – ZPD), essa escola poderá também dizer-se “sócio-interacionista”.

No Instituto Pedagógico Valéria Marinho imperam relações baseadas na confiança mútua e onde a democracia é exercício cotidiano; em vez de transmissão de conteúdos prontos e sem significado (o que coloca o aluno no lugar de receptor, objeto), buscamos explicitar o sentido do que está sendo estudado, incentivar a pesquisa e a autoria do conhecimento pelo próprio educando, assumindo o aluno o lugar de sujeito ativo; o foco da ação pedagógica é colocado na aprendizagem, não no ensino, levando-se em conta o jeito de ser e de aprender de cada um. Outro, também, é o papel do educador em sua relação com o aluno: em vez de autoridade que sabe e ensina a quem não sabe, ele passa a ser um instigador, orientador e parceiro do aluno na (re)produção de conhecimento, em um processo de aprendizagem dual – e não unidirecional.

Em síntese, entendemos que a educação baseada na epistemologia construtivista sócio-interacionista se faz por meio das relações tecidas na comunidade escolar, do ambiente (que reflete as ações), da coerência entre os valors abraçados e a prática do dia a dia, do significado do que deve ser aprendido e do protagonismo do aluno em seu processo de aprendizagem.

b)            Entendemos que autonomia é a maior aprendizagem que a Escola pode propiciar ao seu aluno. Se uma pessoa é capaz de fazer escolhas coerentes com seus projetos e sonhos, de agir com independência e consciência na busca de seus objetivos, do que mais ela precisará? Essa é a pessoa capaz de caminhar sozinha, com responsabilidade, que funciona guiada por seus objetivos, portanto não necessita de estímulos, cobranças, ameaças ou sanções externas. É a pessoa que sabe o que quer e o que importa, por isso é determinada e persistente. É a pessoa que pretendemos que todos os nossos alunos venham a ser.

                Piaget diz que, em relação à sua evolução social, a criança vive na infância um período natural de pensamento egocêntrico no qual percebe o mundo como extensão de si mesmo. É uma fase caracterizada por anomia, ou seja, o não reconhecimento de quaisquer regras conflitantes com seus interesses individuais. Para viver em sociedade, porém, o indivíduo precisa “descolar-se de si mesmo” (descentramento), construindo a noção de alteridade. Segue-se, assim, um período de heteronomia, no qual ele precisa conhecer e compreender regras externas, rompendo com a lógica egocêntrica. Somente no final da infância e início da adolescência, é que o sujeito consegue estabelecer os valores fundantes da autonomia, tornando-se capaz de governar a si mesmo. Ainda assim, oscila entre a heteronomia e autonomia em seus relacionamentos com o meio. OU seja, ninguém nasce autônomo; autonomia é uma competência que pode ser aprendida, como tantas outras.

                Mas como se aprende autonomia? Que papel a escola pode ter nisso? Entendemos que a autonomia se desenvolve praticando-se autonomia. Não importa a idade, crianças e jovens podem e devem ser desafiadas a mostrar independência, iniciativa e ousadia. Devem ser chamadas a opinar, a escolher e a responsabilizar-se por suas decisões. Desde a educação infantil, o educador deve abandonar o hábito de tutelar a criança e o jovem, colocando-se, ao invés, como alguém que escuta e valoriza o que eles têm a dizer, que deseja que se sintam capazes, autoconfiantes, empoderados. Alguém que entende que seus alunos precisam ter vez e voz.

                Há ainda diversos recursos e estratégias de fortalecimento da autonomia: construção coletiva de combinados, eleições de temas de projetos coletivos, projetos de livre escolha.

                Naturalmente, até pelo fato de a autonomia ser resultado de um processo de aprendizagem, não há como assegurar todas as oportunidades acima apontadas de uma só vez, pois nem todos os alunos estarão preparados para lidar adequadamente com tanta liberdade e, possivelmente, se sentiriam perdidos ou se paralisariam. Por isso, o professor precisa atuar de modos diferentes, de acordo com os graus de autonomia de cada aluno, propiciando assim a devida liberdade e responsabilidade para cada indivíduo, conforme sua capacidade de autonomia.

                Constitui objetivo permanente da nossa ação pedagógica que cada aluno avance para os níveis superiores de autonomia.

c)            Historicamente, o ser humano tem-se mostrado intolerante com a diferença, gerando diversos processos de exclusão: por etnia, raça, gênero, condição social, convicção política, religião, etc. Estamos, atualmente, vivendo uma fase em que um grande esforço é realizado para que nossa sociedade aprender a ser inclusiva, o que significa não só acolher, mas valorizar a diferença pelo que ela potencializa para o coletivo.

                A diversidade humana é riqueza a ser reconhecida, e a singularidade de cada ser humano deve ser cultivado e fortalecido. Ao conscientizar-se de ser único, o sujeito compreenderá o outro como diferente de si e com o direito de sê-lo. Abre-se, dessa forma, o caminho para o acolhimento do outro em sua diferença, para o estabelecimento de relações igualitárias e para a negociação como meio de solução de conflitos. Fortalece-se o caminho da paz.

                O Instituto Pedagógico Valéria Marinho é uma escola regular que, coerentemente com seu posicionamento ideológico e filosófico, procura “ser a mudança que queremos para o mundo”, como sugeriu Mahatma Ghandi: exaltamos as diferenças e combatemos toda e qualquer forma de racismo e discriminação. Apesar de sermos uma instituição privada, esforçamo-nos em propiciar a convivência de alunos de diferentes níveis socioeconômicos, acolhemos crianças com necessidades educacionais especiais (deficiência, transtornos) buscando promover, de forma responsável, o sucesso educativo e social.

                Reconhecemos o direito de toda e qualquer criança à educação em uma escola regular e entendemos que é justamente nesta oportunidade de convivência que se promovem respostas evolutivas evidentes em nossos alunos com necessidades educacionais especiais: em um ambiente onde se impera a diversidade, a diferença de cada um compõe a normalidade do todo. Por outro lado, é forçoso reconhecer nossas limitações: de forma que a qualidade do trabalho pedagógico possa ser garantia em benefício de todos, somos capazes de acolher esses alunos apenas quando a família se prontifica a disponibilizar um monitor para acompanhamento, ou seja, a família arca com o custo dessa monitoria. Estamos cientes das nossas obrigações perante o Estatuto da Pessoa com Deficiência, mas é importante explicitar os nossos limites para uma inclusão responsável.

d)            Ética(do grego ethos , caráter) é a opção de colocar-se, em palavra e ato, a favor da vida e da dignidade de todos os seres humanos, reconhecendo o outro como igual e detentor de direitos iguais. Assim, ter uma postura ética significa adotar, deliberadamente, atitudes construtivas em todas as circunstâncias e levar o outro em consideração em todas as ações.

                No nosso entendimento, ética não é um conceito distante da realidade do sujeito comum, mas uma questão do dia-a-dia. Ser ético é ter consciência de que nossas ações normalmente impactam no outro. “Antiético é todo ato que desconsidera o outro, diz Terezinha Rios. Ser ético é uma escolha, uma decisão pessoal, um compromisso da pessoa com ela mesma, com a sua consciência. É escolher agir com consideração pelo outro independentemente de quem seja esse outro, de estar sendo observado ou não, de estar só ou acompanhado.

                Entendemos que a escola tem o dever de contribuir para que seus alunos abracem valores éticos vinculados à defesa dos direitos humanos, à busca da justiça, da paz e da fraternidade, ao cuidado pelo bem comum, em especial o nosso planeta. E que esses valores éticos sirvam como balizas para suas ambições.

e )       Reconhecemos o papel da escola como locus  de encontro de sujeitos com concepções de mundo e culturas diversas, onde as diferenças podem ser explicitadas e vividas de maneira respeitosa, possibilitando trocas e crescimento de todos. Exatamente esse é o tipo de relações que buscamos construir na comunidade escolar, que Piaget denominou relações sociais de cooperação. Diferentemente das relações de coação, em que a intervenção de um elemento de autoridade ou de prestígio desequilibra a relação, impedindo a troca levando a um “assujeitar-se”, as relações de cooperação têm como marca a discussão, a troca de pontos de vista, a busca de compreensão da fala do outro, representando o mais alto nível de socialização e de desenvolvimento.

                A escola percebe-se, também, como espaço de reflexão sobre questões culturais, políticas e sociais, despertando a criança para a ação transformadora. Nesse sentido, a escola não apenas se abre à participação da comunidade em seus eventos educacionais, culturais e recreativos, como também assume, dentro de suas possibilidades, ações de interesse social.

O Instituto Valéria Marinho é referência como Escola Infantil em Belo Horizonte, onde cada ambiente foi cuidadosamente planejado para estimular o aprendizado e a socialização das crianças. Localizado no bairro São Paulo, em Belo Horizonte, nosso espaço conta com salas arejadas, e área externa segura, oferecendo qualidade em infraestrutura e conforto aos pequenos. Desde 2005, nossa missão tem sido fomentar o desenvolvimento integral dos alunos, unindo brincadeiras lúdicas a práticas pedagógicas inovadoras.

O Instituto Valéria Marinho é uma escola Infantil BH, que valoriza a individualidade de cada criança, promovendo projetos que ampliam a criatividade, a autonomia e o senso de responsabilidade. Nossos educadores especializados atuam de forma colaborativa, dialogando constantemente com as famílias para alinhar expectativas e celebrar conquistas. Investimos em formação continuada de corpo docente e em recursos didáticos que acompanham as tendências nacionais de educação infantil.

Oferecemos turmas reduzidas para garantir acompanhamento personalizado em todas as fases do desenvolvimento. Nossas metodologias equilibram o brincar e o aprender, sempre com foco na construção de vínculos afetivos e na promoção da autoestima. Somos uma escola Particular BH que conta com atividades complementares, como musicalização, psicomotricidade, pensadas para enriquecer o dia a dia dos estudantes.

O Instituto Valéria Marinho orgulha-se de ser um colégio particular BH que alia tradição e inovação em educação infantil. Mantemos um canal de comunicação aberto e transparente, por meio de reuniões, boletins, para que os pais acompanhem cada etapa do processo de ensino‑aprendizagem. Se você busca uma instituição comprometida com o futuro dos pequenos e com a formação de cidadãos conscientes, venha conhecer nossa proposta!

Área de Atendimento

O Instituto Pedagógico Valéria Marinho, localizado no Bairro São Paulo, atende alunos provenientes do próprio bairro e de várias regiões vizinhas. A área de atendimento da escola inclui bairros como Fernão Dias, Palmares, União, Cidade Nova, Santa Inês, São Marcos, Eymard, Ipê, Pirajá e Dom Joaquim. Esses bairros estão localizados próximos ao Instituto, permitindo que as famílias tenham fácil acesso à escola e possam aproveitar todos os benefícios de uma educação de qualidade.

Além desses bairros mais próximos, o Instituto Valéria Marinho também atrai alunos de regiões mais distantes. A qualidade do ensino é um diferencial tão marcante que muitas famílias dos bairros Floresta, Sagrada Família, Centro de Belo Horizonte, Santa Tereza, Pampulha, Lagoinha e Renascença optam por matricular seus filhos na escola, mesmo que isso signifique um deslocamento maior.

O Instituto Pedagógico Valéria Marinho possui todas as autorizações atualizadas da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais – SEE/MG e da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (SMED), para seu pleno de funcionamento.

Instituto Valéria Marinho: Escola de Educação Infantil em Belo Horizonte
Entre em contato pelo Whatsapp: (31) 99621-5581

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